ESPERANÇA
Cinema: Contribuição direta na criação de novas possibilidades de futuro para estudantes de escolas públicas.
O cinema que é uma arte visual e grande atração no mundo todo conquistou e faz parte da vida de pessoas de diferentes classes sociais, idade, cor, raça e religião. Através de um simples filme, grandes barreiras poderiam cair com a inclusão cinematográfica de estudantes da rede pública de ensino, mas ainda faltam oportunidades.
Todo trabalho realizado no cinema também pode gerar opções de emprego para estudantes de escolas públicas, com a realização de políticas públicas nas comunidades carentes. Levando em consideração a situação socioeconômica dessas escolas a maioria dos alunos tem dificuldades de alimentação, moradia, transportes coletivos, dentre outras condições básicas de sobrevivência, que geralmente leva a um grande número de jovens usuários de drogas. Uma Pesquisa inédita chamada “Retratos da Escola 2” foi realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação em todo o país e revela que o consumo de drogas está presente em 32,1% das escolas de ensino médio e fundamental. Essa pesquisa foi feita em unidades de ensino municipais, estaduais e particulares.
O cinema na escola poderia mudar esse quadro, mas em alguns lugares ainda é visto como tapa-buraco.
Na ausência de algum professor, os responsáveis logo substituem a programação por um filme. Ou está na escola apenas para ilustrar conteúdo, como uma ferramenta que poderia ser muito explorada na base do ensino. O cinema poderia ser utilizado como objeto de conhecimento e também como ferramenta pedagógica. A professora Mônica Fantin do Departamento de Metodologia do Ensino e do programa de pós-graduação em educação da Universidade Federal de Santa Catarina defendeu sua tese de doutorado, realizando pesquisas com crianças do Brasil e da Itália sobre a magia do cinema e intensificou estudos na relação mídia e educação. Ela afirma que na Itália, há uma disciplina de linguagem audiovisual junto ao ensino da arte. “Existem países como a Itália que possui uma tradição cinematográfica bem diferente da realidade do Brasil” concluiu.
Pode-se dizer que o Brasil ensaiou uma tentativa de iniciar uma tradição entre cinema e educação com a criação e a produção do Instituto Nacional de Cinema Educativo (Ince), na década de 30 Houve uma perspectiva de trabalho, de projeto de educação e cinema, como política pública, porém a tentativa foi falha e os objetivos não foram alcançados.
Em Pernambuco existe o projeto cineCabeça que tem como objetivo desenvolver o tripé cultura, educação e sociabilização utilizando o audiovisual como ferramenta de facilitação e estímulo para professores e jovens do ensino fundamental e médio da rede estadual. O projeto é fruto da parceria entre a ação da sociedade civil e o governo do Estado de Pernambuco, sendo realizado pela Secretaria de Educação, coordenado pelo Centro de Atitudes, gerido pelo Programa CinEscola, com a participação da Federação Pernambucana de Cineclubes (FEPEC) e da Eixo Audiovisual. O projeto conta com o apoio da Secretaria de Cultura de Pernambuco que disponibilizou o cinema São Luiz, localizado no centro do Recife, para as sessões cinematográficas e o Teatro Arraial. Este ano o projeto contou com a participação de 85 escolas.
Essas iniciativas aproximam ainda mais estudantes da escola, melhoram suas notas e os atraem para o mundo do cinema. Fica evidente que faltam surgir muitas outras medidas para acontecer uma transformação na vida desses alunos, mas o ensino absorvido os encaminha para uma estrada muito melhor do que a vida que sua situação econômica lhe propõe.
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